domingo, 4 de outubro de 2015

[Resenha] Armada

Ficha Técnica:
ISBN: 9788544102992
Título: Armada
Título Original: Armada
Autora: Ernest Cline
Editora: Leya
Tradução: Fabio Fernandes
Ano: 2015
Páginas: 432
Categoria: Ficção Científica

Sinopse:

Durante toda a sua vida, Zack Lightman quis que o mundo real fosse menos chato. Segundo ele, a realidade poderia ser mais parecida com o universo dos livros de ficção científica, filmes e videogames. Poderia acontecer algo fantástico para que sua vida deixasse de ser monótona, levando-o a uma aventura ? e por que não uma aventura espacial?
Apesar disso, Zack diz a si mesmo saber a diferença entre a fantasia e a realidade e que jogadores de videogames adolescentes e sem objetivos na vida não são os salvadores do universo. Então, um dia, durante a aula de matemática, ele a vê pela janela: uma nave que se parece com o caça Glaive do videogame on-line de simulação de voo que ele joga todas as noites, Armada, que tem como objetivo proteger a Terra de uma invasão alienígena. Agora isso está realmente acontecendo. E suas habilidades, assim como as de milhões de jogadores no mundo, são necessárias para salvar o planeta da destruição.



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Antes de mais nada: Editora LeYa, como assim CONTINUAÇÃO de Jogador Numero 1???
Malditos estagiários...
Prova:
Errou feio... Errou rude :p
Voltando pra resenha!

Armada, novo livro de Ernest Cline, conta a história de Zack Lightman que vive uma típica aventura estilo "filme dos anos 80":
-O protagonista é um (exímio) jogador de videogames;
-Sofre bullying de um fortão da escola;
-É abduzido por uma organização secreta que precisa salvar o dia (digo, o planeta) com suas habilidades videogamisticas;
-Salva o dia, a despeito de todas as improbabilidades.

Cliche, CLICHE! Mas ao menos é bem executado... Será?

A mãe de Zack é uma ótima jogadora de videogame, seus melhores amigos também, bem como varias pessoas de sua escola... E perdemos um importante ponto dos anos 80, que é o nerd marginal. Jogar videogame não era cool nos filmes da época. Hoje em dia é.

O outro livro de Clines, Jogador Numero 1 usa e abusa das referências da cultura pop dos anos 80 por um motivo bem claro, que é "O Concurso" (ou Caça Aos Ovos) que rola na trama do livro. Aqui em Armada, o uso das referências é mais pra fazer o leitor se sentir bacana ou coisa assim. Usar referências como forma de falar de adolescentes é MUITO forçado pra minha cabeça. Acho que seria uma forma de colocar Zack e seus amigos como marginalizados, mas não funciona.

O livro desenvolve bem, mas espere TODOS os cliches de filme dos anos 80, incluindo Ex Machina. Você foi avisado.

Ponto positivo para o tradutor Fabio Fernandes que não deixou que as referencias ficassem perdidas, mas confesso que precisei do google pra checar o "el riesgo siempre vive" da Pvt. Vasquez em Aliens...

O final é qualquer coisa, tem um gancho para um próximo livro descarado.

Sendo honesto, eu recomendo o livro com (muitas) ressalvas:
-Estou prevendo que será uma trilogia, já que os direitos foram negociados para cinema inclusive, então a manteiga de Armada será espalhada em muito pão ainda;
-Esse festival de referências gratuitas pode cansar o leitor menos nerd; e
-Quem espera algo épico como em Jogador Numero 1, vai perder seu tempo.

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Serviço:
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